sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Névoa

Das frases largas e rédeas soltas
Dos risos altos e beijos cegos
De tudo: amor e seus companheiros
Enxergo apenas os contornos

E nos seus passos de mechas tortas
Bate o compasso da incerteza
Que desafia a natureza
De uma espécie que já é morta

Abro-lhe a porta;
Mas a audácia já embaça as janelas
A lábia ágil trespassa as frestas
E a sua presença é o que importa

Desponta a prova da vil crendice
Quando o poeta um dia disse
Que poesia também é névoa

3 comentários:

Ninna Abreu disse...

Lágrimas... Eu amo o que você escreve, ^^

Bree S. disse...

LI TENDO CONVULSÕES!

D.Ximenes disse...

"Desponta a prova da vil crendice
Quando o poeta um dia disse
Que poesia também é névoa"

Cereja do sundae.

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